não gosto que se use o verbo cavalgar
para definir o acto sexual.
terça-feira, 16 de Junho de 2009
sexta-feira, 12 de Junho de 2009
não consigo encontrar o meu blog na web. onde é que ele está?
só falta um mês (nem tanto), para me ver livre disto e ir lá para os Algarves, espero eu, por tempo indeterminado. tenho um bom pressentimento sobre esta ida, apesar da minha opção ter sido Lisboa. mas em Lisboa eu continuava perto de casa. o problema é que lá é que me sentia em casa. neste caso não me parece que seja isso que vai acontecer, de todo.
mas estou mesmo a precisar de me afastar desta cidade, destas pessoas, das MINHAS pessoas, e de outras que já não são minhas nem nunca foram, de facto. preciso também de trabalhar com pessoas novas, tirar umas férias destas.
p.s.: segundo os meus passeios diários, Santarém está finalmente livre de militares! e abriu um bar novo, que passa jazz a toda a hora, no meio da cidade, e que me agrada bastante, tirando o facto de ser de não fumadores.
(afinal é de fumadores, e pior, não passa jazz a toda a hora)
mas estou mesmo a precisar de me afastar desta cidade, destas pessoas, das MINHAS pessoas, e de outras que já não são minhas nem nunca foram, de facto. preciso também de trabalhar com pessoas novas, tirar umas férias destas.
p.s.: segundo os meus passeios diários, Santarém está finalmente livre de militares! e abriu um bar novo, que passa jazz a toda a hora, no meio da cidade, e que me agrada bastante, tirando o facto de ser de não fumadores.
(afinal é de fumadores, e pior, não passa jazz a toda a hora)
para uma amiga
não vale a pena sonhar nem fazer nada por um mundo melhor quando nem as nossas próprias vidas conseguimos resolver no caminho daquilo que idealizamos para ele.
"there are worse things
than being alone
but it often takes
decades to realize this
and most often when you do
it's too late
and there's nothing worse
than too late"
than being alone
but it often takes
decades to realize this
and most often when you do
it's too late
and there's nothing worse
than too late"
quarta-feira, 3 de Junho de 2009
movimento mérito e sociedade
- foi despedido.
- porquê?
- por ser uma pessoa que... defende os seus valores.
(é inútil, não é? não gosto de ter que me convencer disso, mas a realidade é essa. é preciso fazer com que as pessoas se calem, e que até acabem por se esquecer, eventualmente, que têm valores. entristece-me mesmo muito, isto. sei lá, é como perder um braço ou uma perna, ter dores todos os dias, mas ter que aprender a viver assim. é a filosofia do nada a fazer, que os nossos pais e avós e demais pessoas já cansadas nos tentam às vezes ensinar e mostrar, agora pensas assim, mas um dia quando vires como é a vida... e são tão vazios, eles, às vezes, não são? tão já sem forças, tão já resignados, tão...
é nisso que a vida nos transforma a todos? eu acho que preferia não saber)
- porquê?
- por ser uma pessoa que... defende os seus valores.
(é inútil, não é? não gosto de ter que me convencer disso, mas a realidade é essa. é preciso fazer com que as pessoas se calem, e que até acabem por se esquecer, eventualmente, que têm valores. entristece-me mesmo muito, isto. sei lá, é como perder um braço ou uma perna, ter dores todos os dias, mas ter que aprender a viver assim. é a filosofia do nada a fazer, que os nossos pais e avós e demais pessoas já cansadas nos tentam às vezes ensinar e mostrar, agora pensas assim, mas um dia quando vires como é a vida... e são tão vazios, eles, às vezes, não são? tão já sem forças, tão já resignados, tão...
é nisso que a vida nos transforma a todos? eu acho que preferia não saber)
depois de ter acabado - finalmente! - o Ensaio sobre a Cegueira, do qual estive prestes a desistir, não por ser difícil de ler, não é, nada mesmo, mas sim porque há coisas que não gosto na maneira como está escrito (epah, entre ler e ver o filme, que se veja o filme. pelo menos esse dura menos tempo, e é uma cópia do livro), passei para o Pela Estrada Fora (On The Road), do Jack Kerouac, que espero que me traga melhores momentos.
não é que tenha achado o Ensaio propriamente mau, em termos de conteúdo, mas, sinceramente, acho que há coisas melhores para se ler, principalmente quando se anda física e psicologicamente cansado. (sim, é verídico. eu ando cansadíssima, será possível? eu já praticamente nem saio de casa, a não ser para ter aulas e para ir para aqui e para ali trabalhar).
não é que tenha achado o Ensaio propriamente mau, em termos de conteúdo, mas, sinceramente, acho que há coisas melhores para se ler, principalmente quando se anda física e psicologicamente cansado. (sim, é verídico. eu ando cansadíssima, será possível? eu já praticamente nem saio de casa, a não ser para ter aulas e para ir para aqui e para ali trabalhar).
segunda-feira, 1 de Junho de 2009
Ratos e Turistas com medo do Sol que os Observa
quase te odeio e desprezo tanto que estava capaz de te beijar.
manias minhas, as de gostar de pessoas desprezíveis. o problema é que tu és factualmente - e assaz - desprezível.
e sei que me odeias tanto como eu a ti, que te vingas de mim sempre que podes, deixando um rasto para que eu saiba que foste tu, para que me vingue de volta, mesmo que nunca o faça.
e eu gosto. assim, pelo menos, sei que me olhas. que sou notada. que provoco reacções.
reacções essas que são, por sua vez, apenas a tua vontade de ser visto.
mesmo que eu nunca te esteja a olhar.
às vezes penso em ti antes de adormecer. depois sonho com todas as coisas ignóbeis que te podia fazer. os nossos corpos encontram-se inexoravelmente no fim - sempre.
(embora eu diga
na realidade
desperta
que
nunca)
manias minhas, as de gostar de pessoas desprezíveis. o problema é que tu és factualmente - e assaz - desprezível.
e sei que me odeias tanto como eu a ti, que te vingas de mim sempre que podes, deixando um rasto para que eu saiba que foste tu, para que me vingue de volta, mesmo que nunca o faça.
e eu gosto. assim, pelo menos, sei que me olhas. que sou notada. que provoco reacções.
reacções essas que são, por sua vez, apenas a tua vontade de ser visto.
mesmo que eu nunca te esteja a olhar.
às vezes penso em ti antes de adormecer. depois sonho com todas as coisas ignóbeis que te podia fazer. os nossos corpos encontram-se inexoravelmente no fim - sempre.
(embora eu diga
na realidade
desperta
que
nunca)
Subscrever:
Mensagens (Atom)

